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quarta-feira, 10 de outubro de 2007

CAIXAS DOS BANCOS ESTÃO DIMINUINDO

(Marcos Antonyo Lima)

Já há alguns anos acompanho de perto o comportamento e a conduta dos bancos, através do atendimento pessoal recebido, e como testemunha dos péssimos serviços prestados por estes aos usuários de um modo geral no cenário consumista brasileiro, onde participo ativamente com críticas e sugestões junto às agências por onde passo e utilizo esses serviços, no sentido de melhorar e moralizar esse setor em benefício do frágil consumidor bancário, e uma das questões que ultimamente muito tenho combatido junto aos responsáveis pelo atendimento, seria a quantidade insuficiente de caixas de atendimento nas agências, principalmente nos bairros mais distantes da região central das cidades, que com o aumento do volume de usuários, submete as pessoas de maneira desrespeitosa a intermináveis filas durante todos os dias úteis da semana, fato esse que se torna um caos nas datas de pagamentos dos salários das empresas.Todavia, um detalhe tem chamado muito minha atenção em todas as agências que freqüento, e em mais algumas que resolvi observar, com a intenção de pesquisa, que seria lamentavelmente, atitudes contrárias por parte de bancos variados no sentido de resolver a questão das filas, com um aumento dos caixas nas agências, pois pude perceber que em muitas destas, a quantidade de caixas na verdade estaria “diminuindo”, quando deveria aumentar, o que me fez concluir que por trás desse fato, aparentemente organizado, deve se esconder alguma futura atitude planejada e unilateral dos bancos no sentido de mais uma vez levar vantagem sobre os desamparados consumidores bancários brasileiros. Partindo de um setor que já fez de tudo para pisar nos consumidores, como, por exemplo, a Ação Direta de Inconstitucionalidade contra o Código de Defesa do Consumidor, não posso me surpreender com nada que este venha a fazer, e conhecedor deste como sou, e com base na junção de fragmentos de comentários colhidos de alguns gerentes de um grande banco, e nos fatos que comprovam a tendência de os bancos gostarem de ganhar muito mais trabalhando muito menos, “eu arriscaria prever sem receio”, que esses bancos já estariam praticando em algumas agências, timidamente para não chamar atenção, o início de um projeto macabro, que viria revolucionar e virar de cabeça para baixo o atendimento bancário no Brasil, que consistiria na diminuição gradativa, “até cessar”, com todos os caixas de atendimento nas agências bancárias, “eliminando-os por completo”. Os bancos, muito espertos, pretendem colocar em prática esse plano, de maneira sorrateira, entendendo assim que cause menos choque na opinião pública, mas, certamente esperam encontrar muita resistência, devido ao impacto que a medida causará aos usuários bancários, além das discussões em torno da enorme polêmica que certamente despertará em todo o meio consumista dos serviços bancários, através da mídia de um modo geral, e ainda nos órgãos de defesa dos consumidores. Não seria exagero por parte desse Autor, imaginar que os bancos teriam ousadia suficiente capaz de causar esse enorme conflito na sociedade de consumidores, para assim, atender aos seus interesses comerciais, reduzindo o já precário atendimento existente, disponibilizando esse apenas nos postos de atendimento bancário instalados no interior das empresas onde trabalham esses consumidores, talvez entre muitas, com a falsa desculpa de descentralizar, e melhorar o atendimento que sobrecarrega algumas agencias de rua, que gera desconforto e baixo nível no atendimento a clientes. Ainda dentro desse raciocínio, com essa medida inédita no Brasil, os bancos alegariam estar proporcionando mais conforto e melhorando o atendimento a seus clientes consumidores, uma vez que, ficariam em parte mais perto desses, e desse modo, oferecer um serviço personalizado, já que a grande maioria dos consumidores bancários já possui conta aberta nesses postos de atendimento, e outra parte já recebe seus benefícios através de cartões, e utiliza os sistemas informatizados, e terminais eletrônicos disponibilizados por todo o País, e os bancos estariam dispostos a convencer a todos que a medida será bem aceita, e que, depois de adaptada, proporcionará conforto para toda a sociedade.

Marcos Antonyo Lima é colunista do site Endividado.com.
E-mail: marcos@escravosdosbancos.com.br
Fonte: Site www.endividado.com.br

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