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quinta-feira, 4 de outubro de 2007

CIDADÃO, NÃO CLIENTE FEITO DE PALHAÇO!

(Marcos Antonyo Lima)

No mês de outubro/2002, recebi no meu domicílio, aqui em São Paulo, uma correspondência:- “Demonstrativo da Negociação - Operações de Credito” (Original em meu poder), seguidos por consecutivos telefonemas semanais, onde funcionários do HSBC queriam saber de minha parte, uma posição sobre a primeira parcela vencida da operação de credito por mim realizada no mês anterior através da Agência HSBC Santa Felicidade. Questionada sobre o fato, uma funcionária disse-me ao telefone, não saber de detalhes, pois fazia parte de um setor centralizado de cobranças, e para obter mais informações, eu deveria entrar em contato com a agência acima mencionada, me fornecendo em seguida o número do telefone correspondente. Entrando em contato com a citada agência, através do seu setor de tesouraria, fui informado de que a referida composição de dívida tratava-se de um débito pactuado e confessado por uma pessoa, que viera ficar inadimplente, da qual esse Autor teria participado como avalista, portanto agora, conforme clausula contratual, o compromisso passaria para minha responsabilidade, já que havia a confirmação da correta presença de todos os meus dados pessoais, inclusive segundo funcionário, o prazo estaria de acordo com o meu solicitado, para assim me facilitar seu pagamento, que seria de doze parcelas. Diante de tanta perfeição na geração dos fatos e na comprovação dos dados e na atuação imponente do HSBC, não me restavam dúvidas, e realmente tratava-se da pessoa física deste Autor, que após obter esta certeza, resolvi verificar a qualidade dos serviços do SAC-HSBC, onde relatei os fatos detalhadamente na reclamação de número 180248, onde solicitei uma explicação mais clara sobre o ocorrido, quando fui em seguida orientado para aguardar uma resposta. Doze meses após, não recebendo nenhum comunicado, resolvi retornar uma ligação ao mesmo setor, onde cobrei uma explicação por escrito, pois se tratava de uma situação onde envolviam todos os meus dados pessoais relacionados ao compromisso de uma dívida com um banco, e mais uma vez apenas, me pediram que aguardasse. Já que se tratava de uma dívida com um banco, com a confirmação que indicava ter sido por mim adquirida, eu teria o direito de sobre essa obter todas as explicações quantas fossem necessárias, mas o HSBC, me omitiu informações, me fazendo ainda tomar litros de chá de canseira acompanhados de biscoitos de desrespeito. Mas o que deixa esse episódio macabro e constrangedor é o fato de “jamais” este Autor ter entrado na referida Agência, e não conhecer o Estado do Paraná, e muito menos o bairro ou a cidade onde se encontra a agência do HSBC Santa Felicidade, como também nunca vi, não conheço, e nunca ouvi falar da pessoa da qual essa me transformou em avalista. – Isso é uma vergonha!Palhaçada de quinta categoria! - Erro grotesco que após ser descoberto, o referido banco continuou com uma seqüência de descasos e falta de respeito para com uma pessoa a quem claramente teve sua intimidade violada, quando deveria ter tido mais cuidado, um pouco mais de zelo e respeito para com um cidadão, e nesse caso, por erro próprio, por conivência, ou por omissão, isso é, direta ou indiretamente o HSBC pecou, e tem toda a culpa, e mesmo não tendo como fugir da responsabilidade, depois de ter permitido, pactuado ou usado meus dados pessoais à revelia, sem minha autorização de forma irresponsável, me expondo ao ridículo absoluto, diante do meu solicitado, não deu a mínima satisfação ou explicação sobre o ocorrido, configurando-se assim um verdadeiro descaso claro e vergonhoso, como se eu fosse um fantoche e estivesse sempre na submissão desse banco, mesmo não sendo seu cliente. Faltou boa vontade e ética do HSBC, no trato com um cidadão que nem cliente é ou jamais foi desta agência, pois tinha a obrigação moral de admitir o erro e repará-lo, pois o nome do cidadão não é encontrado no lixo, e seus documentos se forem usados sem a sua autorização, nesse caso, posso considerar má intenção, até que seja muito bem explicado, pois o nome de uma pessoa é o seu bem maior e inviolável, e quando utilizado por terceiros indevidamente, mesmo que de maneira acidental, aquele que o fez, terá que esclarecer prontamente para não pairar dúvidas, a não ser que tenha sido realmente com más intenções. O banco HSBC se portou de maneira irresponsável, colocando-se acima de tudo e de todos e não deu a mínima atenção aos respeitos merecidos por um cidadão após ter sido agredido com um erro absurdo, e isso é o que podemos chamar de desrespeito sobre o desrespeito, ou desrespeito com efeitos remuneratórios, e é o reflexo do tratamento recebido por toda a coletividade, justamente por mais uma das instituições que na verdade deveria nos respeitar. A partir de 30/03/2000, o Banco Central do Brasil, autorizou através da MP 1963-17, a cobrança pelos bancos, de juro dos juros com base nas taxas legais, mas ninguém os autorizou a praticar abuso sobre abusos, desrespeitar e inferiorizar o cidadão sem limites, como se esse fosse objeto de seu uso particular.

Marcos Antonyo Lima é colunista do site Endividado.com.
marcos@escravosdosbancos.com.br

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