Decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que negou pedido de Telecomunicações de São Paulo S.A – Telesp de impedir que juizados especiais (pequenas causas) julguem causas individuais referentes à legalidade da cobrança da tarifa de assinatura básica na telefonia fixa, abre precedente para que todos os consumidores possam discutir à legalidade da cobrança nas pequenas causas.A ação, uma reclamação com pedido de antecipação de tutela, foi contra atos do Juizado Especial Cível da Comarca de Aparecida e do Colégio Recursal de Guarantiguetá, ambos no Estado de São Paulo. A Telesp alegou incompetência dos juízes que compõem esses órgãos para conhecer ações referentes à assinatura básica devido à complexidade do tema e invasão da competência do STJ.O presidente do STJ, ministro Raphael de Barros Monteiro Filho, considerou que a reclamação apresentada é inadmissível. Ele ressaltou que esse tipo de ação só é cabível para preservar a competência do Tribunal ou garantir a aplicação de suas decisões.Além disso, o ministro Barros Monteiro destacou que, segundo a Constituição Federal, compete ao STJ julgar, em recurso especial, apenas causas decididas em única ou última instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos Tribunais de Justiça dos Estados e do DF. Não fazem parte desse rol as causas decididas pelos órgãos de segundo grau dos Juizados Especiais.Como a reclamação da Telesp não se enquadra nas hipóteses admitidas pelo STJ, o presidente da Corte negou o pedido.Portanto, procure um advogado de sua confiança, que possa verificar como estão sendo julgadas estas ações nas pequenas causas de sua cidade e estado e, se for viável, entre com uma ação pedindo a declaração de ilegalidade para deixar de pagar a taxa básica.
PROCESSO: Rcl 2704 (Clique aqui para ver os dados do processo)
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