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sexta-feira, 24 de junho de 2011

ESSE É O MEU BRASIL

Seguidamente podemos conferir barbaridades em se tratando de saúde pública. Comigo mesmo aconteceu ontem, dia 23/06/2011.
Necessitei de atendimento no SUS para meu filho, no HOSPITAL PEQUENO PRÍNCIPE e fiquei mais de 06 horas esperando a boa vontade do pessoal em atender. Na verdade, não se pode julgar uma equipe ruída de má equipe, pois o relato vai falar por si.
Todas as vezes que tentamos acessar as dependências do SUS no HOSPITAL PEQUENO PRÍNCIPE, logo na recepção, somos alertados que o tempo de espera é enorme e que pelo particular a consulta custa somente R$ 120,00 e é mais rápido. Foi o que aconteceu hoje, chegando no Hospital, fui alertado que o tempo de espera era de três horas e que a consulta particular custava somente R$ 120,00 e, enquanto no SUS tinha somente dois profissionais atendendo, no particular tinham seis deles. Pediram ainda, escrachadamente, se eu não tinha plano de saúde. Se eu tivesse plano de saúde, é claro que eu não estaria no setor do SUS, falido por conseqüência.
esperei três horas e meia para ser atendido, isso pressionando as atendentes da recepção. na verdade, esse foi o tempo de espera para assinar a ficha para ser enviada para o médico. Depois, ainda tive que aguardar mais meia hora até ser chamado.
Após ser chamado, fiquei mais de meia hora aguardando em uma sala separada, pois a responsável do plantão informou que iria solicitar para uma pediatra nos atender. De tanto encher o saco no Hospital, enfim uma pediatra chegou. Examinou meu filho e solicitou um exame de RX dos pulmões.
Para minha surpresa, ao chegar no local estipulado, fui informado que os profissionais técnicos haviam se deslocado para o setor de UTI pois estavam com uma emergência e que no momento não tinha ninguém para nos atender, que iria demorar. Lá se foi mais um chá de cadeira de 40 minutos. Retornando para o PA, fiquei mais 40 minutos aguardando e, é lógico, perdendo a paciência, fui por duas vezes solicitar para a responsável do setor para me atender. A mesma não quis se identificar.
Quando cheguei no consultório da médica, solicitei um comprovante do horário que cheguei e do horário que iria sair, informando que na segunda-feira eu iria no Ministério Público e no Ministério da Saúde informar a situação e, caso possível, eu iria solicitar uma representação contra o estabelecimento por danos morais, descaso com a saúde pública entre outras situações, pois havia saído de casa com meu filho antes das 18:00H, já era 00:00H, o menino estava sem comer, debilitado, com sono, estressado, e não é como os adultos, que sabem se expressar. Se saíssemos para alimentar meu filho, correríamos o risco de ser chamado e perder a vaga.
A Pediatra, após minha solicitação, chamou a responsável pelo plantão, cuja senhora tentou me coagir, informando que caso eu fôsse tentar representar o Hospital, eu não iria nem ser ouvido, que o Hospital é um Hospital de 3ª linha, que está de portas abertas para todas as pessoas e que, pelo fato de meu filho não ser encaminhado por uma US 24H, eu já perderia a razão. Informei a ela que alguém teria que pagar por isso, que não era justo a situação com crianças. Ela retrucou informando que ao assumir o plantão, tinham pacientes desde 14:00H aguardando, o que é mais absurdo ainda, que caso eu fôsse reclamar, que solicitasse então mais profissionais para sanar as debilidades do plantão.
Informei a esta Sra. que a Carta Mãe do Brasil, a Constituição Federal, nos assegura direito a saúde não especificando local, onde a mesma novamente retrucou que eu estava errado, que era só entrar nas regras do SUS que eu iria ver que tinha sim local definido para a saúde, não necessariamente no Hospital.
Bom, para ratificar a situação, estou com a conversa toda gravada e vou sim no Ministério Público e no Ministério da Saúde fazer uma denúncia, não necessariamente para adquirir valores em dinheiro para nós, mas para dar um belo de um choque neste estabelecimento que não me pareceu estar se importando muito com a situação de tantos pequeninos que sofrem este descaso todos os dias. Isso eu já havia passado final de semana passado, mais precisamente no domingo.

Mas o que mais me comoveu, e podem acreditar, é que o povo Curitibano, pode estar caindo um prédio do lado que nem se importam. Pode seu filho ter um agravamento de quadro clínico que "não dá nada", como dizem por aqui. Tentei informar o pessoal sobre a situação e o que eu iria fazer, solicitei que se juntassem e fizessem o mesmo, e o povo me olhava com olhos de julgamento, silenciosamente falando que eu era um desertor, que estava fazendo bagunça.
Imagine só, eu cheguei ao absurdo de ver uma mãe com um filho com febre, provavelmente bem alta, pois já tive situação bem semelhante com meu filho, o filho desta senhora estava vomitando, ela o deixou sozinho encostado no balcão da recepção e solicitou a ele que, caso desse vontade de vomitar novamente que procurasse um banheiro. A criança não me parecia ter mais de 10 anos.
Será que sou tão errado assim ou a humanidade está esfriando até mesmo com seus filhos?

Um verdadeiro absurdo. Na outra reportagem, vou procurar o que diz nossa Constituição Federal e postar, para vocês que me seguem, o que fala a respeito da Saúde Pública, daquela saúde que tiramos impostos todos os dias desde a hora que levantamos até a hora que vamos dormir e que teimamos em não ver que pagamos todos os dias bem caro por um sistema falido que só engorda quem não necessita dele, ou seja, seus criadores.

Grande abraço a todos e que Deus os abençoe abundantemente.

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