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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

VIOLÊNCIA NO BERÇO

Com nossa lei nos proporcionando uma enorme impunidade fica cada dia mais fácil cometermos crimes, mesmo barbaridades e ficarmos ilesos. Usei a coletividade para expressar o que acontece na maioria dos crimes que tenho presenciado na mídia.

Acompanhe uma reportagem que ontem assisti na RIC TV, programa BALANÇO GERAL, meio dia, a descrição é do Jornal TRIBUNA DO PARANÁ, edição de Sábado, 13/08/2011. Já havia lido esta matéria, mas como o horror é grande, devemos nos utilizar de todos os meios para divulgar esta barbaridade, para ver se pelo menos assim conseguimos conscientizar as pessoas sobre estes horrorosos fatos. É de arrepiar.

(JANAINA MONTEIRO)

Com diversos hematomas, marcas de mordidas pelo corpo e afundamento de crânio, um menino de apenas um ano e oito meses foi encontrado morto na tarde de ontem no berço. Ele morava com os pais e a irmã, na Rua Vitória, bairro Jardim Rivabem, em Campo Largo. O caso é investigado como homicídio. Os pais da criança, Gilmar Franco da Silva, 22 anos, e Vanessa Karvagt Cavalheiro da Silva, 23 anos, são tidos como principais suspeitos. Eles desapareceram e são considerados foragidos.

O investigador Gogola, da delegacia de Campo Largo, acredita que a criança morreu por volta das 08H, mas a polícia só foi avisada às 15H. Policiais civis e militares foram até o endereço e encontraram Ari, avô paterno, que teria ligado para a PM. Para a polícia ele contou que o bebê teria sofrido uma queda. A mãe, desesperada, teria ido ao encontro do marido no trabalho e contado o que ocorrera. Ele, por sua vez, contou a Ari. Depois disso, o casal fugiu.

VIOLÊNCIA

“arrombamos a casa e vimos o menino no berço com um hematoma grande no olho esquerdo e outros na face, além de marcas de cigarro. O crânio estava com afundamento. Quando a perita retirou a roupa do bebê, deu para perceber de quatro a cinco mordidas humanas na perna e outros hematomas na barriga”, contou o policial.

O laudo do Instituto Médico Legal vai determinar a causa da morte. “Acredito que o bebê já vinha sendo torturado”, comentou Gogola. A vítima e sua irmã de 03 anos costumavam ficar na creche. “Há indícios de que a irmã também sofria violência, já que tem machucados. Os vizinhos contaram que ouviam as crianças sofrendo agressões constantemente”, afirmou o superintendente Juscelino /Bayer, que também esteve na casa. Ele contou que as professores da creche já havia denunciado os pais ao Conselho Tutelar, após notar sinais de espancamento no bebê. “Elas disseram que foram várias vezes ao conselho, que foi omisso”, disse o superintendente.

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