Bom dia.
Sem me alongar em cumprimentos cordiais, hoje a briga mais uma vez é com o povo brasileiro. Costumo dizer que o povo brasileiro, não em sua totalidade porém em sua grande maioria, é um “bicho” humano. E peço perdão a DEUS por estar caluniando momentaneamente a espécie mais respeitosa, os animais!!!
Voltando ao “bicho” humano, é impressionante como sabemos cobrar dos outros, do próximo, dos políticos, melhorias nas mais amplas áreas de nossas vidas, e na verdade, nos esquecemos de fazer nossa parte.
Os políticos são como crianças, se nós não os educarmos, serão como ovelhas desgarradas, sem rumo, sem “etiqueta”. E pode acreditar, estamos deixando bem longe nossos deveres de “pais” da nação!
Não é desconhecido vermos situações em que, quando chove, dizemos que “perdemos tudo nas enchentes”, mas quando fica uns 15 dias sem chover, ligeiramente acionamos um certo “estado de emergência” devido a falta de chuva. E quando não chove, ao invés de pensarmos em ganhar dinheiro, ficamos correndo atrás de benefícios do governo, pois somos pobres e não temos quase nada para viver. Daí eu me pergunto:
- Mas não tínhamos “tudo” e perdemos na enchente, e se vier outra, perderemos “tudo” novamente, e assim sucessivamente?
Outra situação é a questão do lixo. É impressionante a porcaria feita pelo ser humano no meio ambiente. Seguem logo abaixo da postagem algumas imagens que tirei hoje pela manhã bem em frente minha casa. Ontem mesmo estávamos limpando e juntando lixo. Pra quê mesmo? Acho que era para o primeiro que por ali passar com uma embalagem do gostoso salgadinho que comeu, jogá-La ao chão. Ou mesmo as crianças com papéis de bala, pois os pais não tem tempo para ensiná-las sobre seus deveres com a mãe natureza.
Sabe o que me dá mais indignação, cólera pra ser sincero? É que vivemos com a mídia ao nosso redor pressionando por que não foi feito pavimentação na “Rua Tal”, por que não foi melhorado ou afundado um pouco mais o esgoto que está a céu aberto no “Bairro Tal”, e assim sucessivamente. Mas não é incomum vermos esgotos residenciais sendo jogados diretamente dentro de córregos, arroios, riachos.
Isso por que atualmente vivo em Curitiba, a “Cidade Sorriso”, cidade de primeiro mundo, onde tudo é lindo. Se vamos nos supermercados, reclamamos de valores de alimentos. Mas enchemos os carrinhos com bebidas alcoólicas, pois temos uma festa no final de semana com os amigos.
Conversando com um conhecido, o mesmo havia me convidado para irmos à uma destas festas, me falou que iria ter churrasco e cerveja. Um engradado para cada pessoa. Não consegui ir a tal festa por motivos profissionais. Mas outro dia, conversando novamente com este indivíduo, me informou que sobrou bastante carne e faltou bebida. Aí o povo pega as latinhas e joga na rua. Vem a água da chuva e leva. Tranca bueiros, esgotos. Qual o resultado? Transborda. Reclamamos dos valores nos supermercados, reclamamos dos valores absurdos de pedágios – e o pior que o valor cobrado nos pedágios está realmente caro e a recíproca não é verdadeira – mas quando temos condições, vamos e compramos um carro novo e vamos direto para a praia, pagamos várias vezes o mesmo pedágio e não reclamamos.
Mas também não nos mobilizamos para baixar valores dos pedágios ou então cumprir o que está escrito na carta mãe brasileira, somente os impostos de produtos para conservação das ruas e estradas, rodovias. Pedágio não é legal, mas não nos importamos com isso. Preferimos ser legais, aparecer nas câmeras das operadoras de consórcio para conservação de estradas e entrar nas estatísticas cada vez mais massivas das montadoras de veículos.
Curitiba, a cidade de primeiro mundo, está longe de ser de primeiro mundo. Tem muito o que fazer, pra depois aparecer. Não tem administração cuidando do que dever ser cuidado.
Falta cultura e conhecimento para o povo brasileiro. Falta buscar conhecimento de seus direitos e deveres. Falta saber respeitar a faixa de pedestres, lugar este que foi feito para pedestres transitarem de um lado para outro da rua, para depois cobrar respeito aos motoristas. Falta os motoristas de ônibus terem mais respeito com mães e crianças de colos na hora de embarque e desembarque dos veículos públicos. Falta parar de reclamar com idosos para que sejam mais rápidos. Se vocês têm tempo cronometrado, não somos nós, usuários de algum serviço público que temos que pagar por isso. Pagamos sim por qualidade no trabalho, seja ele qual for. Falta parar de pensar que é dono da razão, pois a razão não é sua, caso ainda não saiba.
Curitiba é ótimo para morar e ganhar dinheiro, pois o Curitibano não saber fazer isso. São iguais aos americanos, não gostam de fazer o serviço grosseiro ou pesado. Tem salários altos se comparado com o resto do Brasil, mas falta mão de obra, pois o Curitibano adora administrar, mesmo sem ter ciência do que realmente é isso.
Vou separar a postagem e abordar outro assunto de suma importância na próxima postagem.
Saudações, caros leitores.




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