MANÁ DA SEGUNDA
Benevolência para Dividir o Fardo
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Por Rick Boxx
Certo dia, durante um período de difíceis mudanças no trabalho, eu perguntei a uma funcionária como ela estava passando. Ela respondeu que estava bem. Eu olhei em seus olhos e disse: "Não. Como vai você de verdade?" Por seu comportamento pude ver que a turbulência por que passava nosso negócio estava cobrando dela um alto preço.
Na manhã seguinte, com lágrimas nos olhos, aquela funcionária aproximou-se de mim para dizer que a pergunta cordial que eu lhe fizera no dia anterior a emocionara e a fizera compreender que eu realmente me importava com ela. Em seguida, ela expressou ideias importantes e disse como se sentia sobre as mudanças e falou sobre o que mais a perturbava.
Um estudo de uma empresa de administração de benefícios a empregados descobriu que 33% das pessoas estariam dispostas a trocar de empresa se soubessem que iriam ser tratadas com mais empatia; 40% disseram que trabalhariam mais horas se tivessem certeza de que as pessoas para quem trabalhassem genuinamente se importavam com elas e seu bem-estar.
Isso é interessante, já que "empatia" não é um tema que receba muita atenção na faculdade de economia – se é que recebe alguma. Mesmo em treinamentos administrativos o foco geralmente se concentra em como fazer com que o trabalho seja feito da forma mais produtiva e eficiente e não sobre como abordar as legítimas necessidades das pessoas que estão fazendo o trabalho.
Empatia é definida como a habilidade de compreender e compartilhar os sentimentos de outras pessoas. No mundo empresarial é fácil ignorarmos os sentimentos dos outros. Maximizar lucros e satisfazer acionistas é a prioridade. Mas importar-se sinceramente com as outras pessoas pode fazer uma tremenda diferença na formação de empregados leais, mais satisfeitos e produtivos por se sentirem valorizados.
No Novo Testamento da Bíblia, Gálatas 6:2 ensina: "Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo." Outra forma de expressar isto é: "dividam a carga". O peso das emoções ou o esforço excessivo de lidar com os problemas que não podem ser resolvidos imediatamente, pode ser esmagador. Às vezes, podemos ajudar de forma específica e tangível. Em outras, podemos apenas comunicar à outra pessoa que nos importamos – e isso pode ser o suficiente. Podemos dar-lhe a segurança de que estamos orando por ela. Ajudar a suportar o fardo de outra pessoa pode ser um ato de benevolência que ela jamais esquecerá.
As Escrituras afirmam este princípio de outras maneiras:
Disposição para colocar os outros em primeiro lugar. Quer nosso papel seja o de executivo, supervisor ou colega de trabalho, mostrar empatia para com outros transmite a mensagem de que estamos preocupados com aquilo que é interesse prioritário deles. "Nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos." (Romanos 15:1).
Fazer o que gostaríamos que fizessem a nós. Se você estivesse enfrentando circunstâncias opressoras, gostaria de ter o interesse e o cuidado de outras pessoas para ajudá-lo a atravessar tempos difíceis? "...sirvam uns aos outros mediante o amor. Toda a Lei se resume num só mandamento: Ame o seu próximo como a si mesmo." (Gálatas 5:13-14).
Próxima semana tem mais!
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