Explicando a Confusão Sobre Liderança
(Por Jim Mathis)
MANÁ DA SEGUNDA
Um tópico intrigante de discussões nestes dias é liderança, seja dentro do contexto de mercado de trabalho, política, cultura, esportes, até mesmo em casa. Muitas pessoas se mostram ansiosas por alcançar posições de liderança, mas às vezes, ao darmos uma olhada objetiva para o nosso mundo, parece que ou existe muita confusão sobre o que é preciso para ser um verdadeiro líder ou há uma séria escassez de líderes de qualidade.
O que exatamente é liderança? A melhor definição que já ouvi é uma palavra: influência. Se você tem influência sobre alguém você é um líder. Pode ser um pai com influência sobre seu filho, um professor com influência sobre os alunos, ou uma pessoa de negócios que influencia seus empregados e clientes. A habilidade que possuímos para exercer essa influência é chamada de liderança.
Nós geralmente pensamos em liderança em termos de uma posição, tal como chefe, CEO ou presidente. Na verdade, a liderança deve ser conquistada através do respeito, um histórico de bons julgamentos e a disposição de ser seguido por parte daqueles a quem você lidera. Não importa qual seja o seu título, se aqueles que estão abaixo de você não o respeitam ou não desejam ser influenciados por você, você não será o líder deles.
Sendo assim, como saber o que é preciso para ser um bom líder? Quais os traços necessários para uma liderança efetiva? O apóstolo Paulo, em Gálatas 5:22-23, relaciona o que ele chama de fruto do Espírito, o qual está disponível a qualquer seguidor do maior de todos os líderes, Jesus Cristo. Acontece que essas qualidades também são características de um bom líder: "Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio." Vamos examinar cada uma delas, dentro do contexto de liderança.
Para o líder, "amor" envolve compaixão, compreensão e a busca por conhecer a história da outra pessoa. A alegria se faz conhecida por meio de uma atitude positiva, de ser um encorajador. Líderes são pacificadores. Eles trabalham para resolver e suavizar conflitos de maneira produtiva. Os pais demonstram habilidades pacificadoras quando ajudam seus filhos a se darem bem uns com os outros. Líderes empresariais se esforçam por manter o ambiente de trabalho livre de conflitos e estimulam uma competição amigável, e não o rancor entre os competidores. Líderes também são pacientes; não chegam a conclusões precipitadamente ou fazem afirmações ásperas.
Verdadeiros líderes não podem ser influentes se não forem amáveis. Bondade e gentileza são ingredientes essenciais para qualquer relacionamento em que desejemos influenciar o comportamento de alguém de forma significativa. Fidelidade é similar a integridade, exibindo honestidade, confiabilidade e consistência. Finalmente, temos o domínio próprio. Se não podemos controlar nossos próprios hábitos negativos, não seremos capazes de influenciar efetivamente outras pessoas. Exageros, excessos na bebida, linguagem tola ou abusiva, ou qualquer outro hábito que mostre falta de domínio próprio minimiza a habilidade de uma pessoa para liderar.
Todos nós estamos em alguma posição de liderança, quer saibamos disso ou não. Alguém está olhando para cada um de nós em busca de direção, seja observando, seja copiando nossas ações, ou verbalmente buscando alguma compreensão ou discernimento de nossa parte.
Essa relação de qualidades ressaltada em Gálatas, o fruto do Espírito de Deus, é instrutiva. Seríamos sábios aprendendo e vivendo segundo elas, mas também usando-as como orientação para considerar e escolher que líderes nós vamos seguir. Finalmente, podemos procurar demonstrar esses traços por nosso próprio esforço, mas somente através do poder de Jesus Cristo eles podem ser inteiramente manifestados em nossa vida.
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